sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pai, me dê morfina para o coração...

Hoje foi um dia daqueles que revelam tristes realidades...
Se eu tivesse escolha entre uma bela armadura para entrar em determinadas batalhas e grandes quantidades de morfina, hoje eu optaria pelo torpor que provoca o líquido, do que me proteger dos golpes das armas de oponentes.
Quando convivemos em um mundo cheio de interesses pessoais e de pessoas diferentes, estamos sempre preparados para eventuais feridas causadas por estranhos.
Mas e quando as feridas são abertas por aqueles que carregamos próximos ao peito, dentro do coração? A morfina ao menos aliviaria a dor e a tristeza, os pensamentos não seriam tão lógicos e dessa forma não estaria, durante essa madrugada, tão desapontado, desiludido... tão triste.
Dêem-me morfina! Quero momentaneamente adormecer minhas lembranças e questionamentos do que fiz para estar me sentindo dessa forma. Estou triste, muito triste.
Quando nos relacionamos com tantos estranhos e com tantos “conhecidos” esperamos tudo, nos preparamos para sermos decepcionados e até mesmo às vezes traídos por esses que pouco me importo, o difícil de suportar é quando a dor vem de dentro do coração, de nada adiantaria armadura para que pudéssemos nos defender nesse momento.
Pai, eu te peço porem, que não me permita o endurecimento do coração. Permita que eu possa continuar vendo o mundo e as pessoas como sempre vi. Não deixe que eu desvie do meu caminho um só milímetro. Não modifique a minha esperança nos dias melhores e na bondade e integridade dos homens e mulheres que amo como irmãos.
Pai, o Senhor sempre cuidou de nossos corações, hoje te peço: transforme a minha fé em morfina nessa madrugada, para que apenas eu não sinta essa dor que tenho no peito.

Moisés Barboza
21/05/2010
01:15 a.m.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ficha Limpa Aprovado. PARABÉNS BRASIL!!!

Uma luz no fim do túnel.

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto contra político com "ficha suja", que impede a candidatura de pessoas com problemas na Justiça. O texto, que recebeu voto favorável de todos os 76 senadores presentes, vai à sanção do presidente Lula e pode valer já para as eleições deste ano.
Tanto governistas como oposicionistas concordaram que a proposta não é "perfeita" nem "acabada", mas concordaram em votar o texto sem emendas porque ele "representa um passo importante na moralização da política do país". Se houvesse alteração, o projeto voltaria à Câmara, o que diminuiria as chances de entrar em vigor neste ano.
Como a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias, o primeiro-vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que ocupa interinamente a presidência da Casa porque José Sarney (PMDB-AP) está nos EUA, abriu uma sessão extraordinária para analisar a matéria, atendendo a uma questão de ordem do PSDB. O plenário aprovou também a inversão da pauta para antecipar a votação da proposta.
A senadora Marina Silva (PV-AC), que estava licenciada para se dedicar à sua pré-candidatura à Presidência da República, voltou nesta quarta-feira ao Senado para participar da aprovação do "ficha suja" e do reajuste de 7,72% das aposentadorias de quem ganha acima de uma salário mínimo.
O projeto "ficha suja" aprovado pelo Congresso é resultado de iniciativa popular com 1,6 milhão de assinaturas. A nova lei prevê tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.
Fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de "autorização" para registrar a candidatura. Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, entrou com um questionamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a validade da lei já para as eleições deste ano. O tribunal ainda não se pronunciou a respeito.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dificuldades dos Gestores de Juventude



É necessário que haja nos gestores de PPJ's (Políticas Públicas de Juventude) a consciência de que essa tarefa, de desenvolver essas políticas não é algo muito simples como parece ser. Além de existir dentro do meio político alguns resquícios de preconceito dos mais velhos para com os jovens, a existência de pouco (ou nenhum) recurso financeiro para realizar as PPJ's é um fator importante de complicação para o desenvolvimento das mesmas. Mesmo que, a nível governamental, a função de Secretarias ou Conselhos de Juventude (na sua maioria) não é considerada “executora”, não tendo nem o mínimo de recursos para que as PPJ's possam ser aplicadas.
Os políticos retrógrados muitas vezes, sentem-se ameaçados pela participação crescente dos jovens na política, já que os mesmos ocupam (cada vez mais) espaços tradicionalmente destinados aos “partidários” mais antigos. É evidente que existem pouquíssimos jovens que se elegeram vereadores ou deputados, tornaram-se secretários de Município ou de Estado através de prósperos trabalhos de PPJ's. A “preocupação” sentida por alguns políticos, atesta a aceleração do ritmo e da qualidade de trabalho desenvolvido pelos jovens, o que é um ótimo sinal para quem confia nas PPJ's.
É impossível desenvolver de forma eficaz PPJ, sem que haja no gestor a capacidade de articulação política com os membros dos outros órgãos do governo e inclusive com a iniciativa privada e o terceiro setor. Portanto é necessário que além de ter a capacidade de interação, sensibilidade de captação para necessidades da juventude, outra característica importante do gestor é a mobilidade de articulação e desenvoltura política, para promover projetos, ações e programas eficazes para a juventude que ele representa.
As inevitáveis disputas políticas de membros ou grupos opostos do mesmo partido ou de partidos diferentes, são situações que prejudicam as ações dos gestores, pois é necessário um direcionamento total dos esforços e da energia de trabalho para o desenvolvimento das PPJ's. “Acomodar” partidos que compõe a base aliada de um determinado governo é outro passo importante, mas se não for feito com delicadeza pode pôr abaixo todo um período (às vezes longo) de trabalho. Sabemos de inúmeros projetos de PPJ's que sucumbiram por não suportar as pressões e brigas infantis de líderes de partidos contrários, por espaços dentro do organismo governamental com um único fim: busca pelo poder e disputa de beleza.



Moisés Barboza

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pedaço de história...a minha...

- “Mano”. Acorda. Está na hora! (Disse a minha mãe passando a mão em meu cabelo).
Corri pra ver o movimento (todo final de semana era aquilo) casa cheia, música nativista em alto e em bom tom, tradicionalistas de plantão e de finais de semana, autoridades municipais, comerciantes e é claro: políticos. Todos eles na minha casa, isso era incrível e muito divertido pois eu poderia fazer as coisas que eu gostava e até brincar tranqüilo pois todos estariam ocupados com a transmissão da rádio Cruzeiro do Sul e de seu apresentador Sr. Lídio Carneiro da Silva, tido como uma das maiores autoridades políticas da cidade.
- Bom dia, Tio Lídio! Bom dia Tetéu.
- Bom dia, já tirou o freio? Perguntou o meu padrasto.
Fui pra perto da minha mãe, era ela que me dava café com leite e uma bela fatia de pão de meio, ás vezes com manteiga e mel, às vezes com queijo de porco ou “morcilha”.
Dali a pouco eu olhei pra janela e lá vinha ele: O “Marreco”.
-Mãe, olha o Marreco na janela! (O Marreco na verdade era o nome do nosso cavalo, que se deixassem entrava casa adentro, sempre).
-Toma Marreco, toma um bolachão, dizia a minha mãe. (“vovó sentada”, pão em forma de V).
Todos os finais de semana eram assim. Nesses dias a mãe impedia o “Tetéu” de nos acordar muito cedo.
Eu andava à cavalo, brincava com os cachorros e transitava pelos convidados, sempre daquele jeito moleque e meio tímido que andava de lá e pra cá, de pés no chão.
Foi assim, nesse clima que comecei a sentir a importância das relações pessoais e sociais que devemos ter em nossas vidas.
Quando nos mudamos para a segunda casa em Itaqui, atrás do Colégio Osvaldo Cruz, eu acordava, pulava a janela (pra fugir das vistas do meu padrasto) e corria junto dos cachorros que eram chamados de “Zumbi” e “Coelho”, atravessava o potreiro do “Marreco” e do “Tição” (um cordeiro de raça caracu) até chegar na minha casa da àrvore, ficando por lá durante um bom tempo (ou até me descobrirem).

sábado, 8 de maio de 2010

Quem Muda o Brasil?!

Na noite de domingo passado, meus pensamentos tornaram-se mais inquietantes do que o normal, após assistir, no Programa Fantástico, reportagem sobre as cidades de pior Índice de Desenvolvimento Humano.
Nasci e vivo em um país de incontáveis riquezas. Territoriais, naturais e até mesmo econômicas. Onze anos no serviço público me ajudaram a formar algumas opiniões sobre o que precisamos mudar no Brasil para melhorar nossa qualidade de vida.
A maioria das pessoas julga como responsáveis pelo nosso momento, os últimos presidentes da república e talvez nossas leis, nosso capitalismo, ou até, a religião (que condena métodos contraceptivos), a educação, nossa cultura, etc. Quais as soluções para um país que mesmo cheio de riquezas em seu solo permite a falta de água para milhares de cidadãos, que um quilo de tomates chegue a oito reais e crianças sonhem com tabletes de caldo de galinha?
FHC e LULA não são os vilões dessa história. Respeitadas suas diferenças, lutaram e ainda lutam pela melhoria de vida do nosso povo e ambos, tenho certeza, gostariam de resolver todos os problemas do nosso país (apesar da força contrária de alguns integrantes de seus governos). Privatizações, estabilidade da moeda, o fim da inflação, dólares na cueca, Land Rover na garagem, bolsa família? Nenhuma dessas questões nos levará a lugar algum. Mas quem são os culpados? E o que fazer, enfim?
Devemos continuar sonegando impostos com a desculpa conveniente de que eles são desviados? Somos mais ou menos morais, que os políticos, quando fingimos estarmos distraídos dentro de um ônibus, para não oferecer o lugar a um idoso? Quando ficamos calados se algum comerciante nos dá o troco a mais?
O nosso principal problema e também nossa principal solução está na Fiscalização. Não apenas na fiscalização dos recursos públicos. Devemos fiscalizar o único responsável, capaz de transformar essa realidade de corrupção entranhada em nossa cultura. Devemos fiscalizar a nós mesmos. Não o outro. Devemos fiscalizar a educação e os exemplos que damos aos nossos filhos.
Isso me lembra a história do cientista que não dava atenção ao seu pequeno filho, por que precisava encontrar a solução para os problemas do mundo. Ele, para entreter a criança, pegou um mapa do mundo impresso em uma revista, picou em centenas de pedaços e deu ao filho, para ser montado. Em poucos minutos a criança retornou e disse que havia montado o quebra-cabeça. O pai, incrédulo, ao deparar-se com a perfeição do mapa, exclamou: “Isso é impossível, como você conseguiu, você nunca estudou o mundo?!” A criança, com sorriso, respondeu: “Fácil pai, eu não conseguia e montava tudo errado. Até ver do outro lado a foto de um homem. Consertando o homem, consertei o mundo!”


Moisés Barboza

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Parece brincadeira mas.... Que Saudade da Infantaria!!!

Que saudade da "rainha das armas".
A "ralação" e os inúmeros esforços para comprovar que os limites de um homem estão muito além do que ele crê, estão cada vez mais entrando em choque com a realidade que encontro dia a dia, fora da "caserna".
Parece que existe uma "lombeira generalizada" nos homens e mulheres do nosso tempo, uma tendência preguiçosa de fuga de qualquer esforço. Uma crença habitual de que "fazer força é apenas para guindaste".
Lá na "Infa" todos éramos iguais, os comandantes (ao contrário do que se possa pensar) me ensinaram na prática a diferença entre os líderes e chefes. Os companheiros dificilmente eram corrompidos pelas fogueiras das vaidades e nunca se negavam a ajudar uns aos outros.....
Ninguém ficava com preguiça de nada e nem faziam corpo mole esperando que outros fizessem o que poderia ser feito! (tenho nojo de corpo mole).
Uma tarefa era um objetivo coletivo e nunca individual...
Ai....que saudades da Infantaria.

Moisés Barboza

domingo, 2 de maio de 2010

Refletindo sobre os conselhos de um “Aspone”.

    Esse cara é um sarro. Chamado de “vaselina” ou “bajulador de plantão” por todos, sempre está nas voltas palacianas.
    Dizem os boatos, que pouco tempo atrás se apresentou para um deputado estadual suplente, que recém assumira para compor seu gabinete. Como resposta o nobre parlamentar disse: -Veja bem, querido... Sou suplente, ficarei temporariamente aqui, por isso é melhor ficar onde estás para não ter que sair logo ali em março ou abril.
    Essa “piada de funcionário público”, seguidamente encontrado cantando embriagado nas noites da capital é mais um claro exemplo de falta de capacitação de determinados cargos de confiança (CC’s).
    Não somente por seu colarinho encardido e seu terno amassado, mas o referido “aspone” (assessor de porra nenhuma) não possui confiança de absolutamente ninguém e mesmo assim não cansa de dar “conselhos” a todos que pode.
    O último conselho dele fez referência a um correligionário conhecido da capital. Um candidato que sempre demonstrou uma linha de posicionamento agregador e democrático, mas com um defeito considerado inadmissível em algumas esferas políticas: Possuir opinião própria e lutar por elas, sem ser corrompido... Parece brincadeira, mas existem resquícios ditatoriais infiltrados em nossa democracia, que não se curvam à livre expressão do pensamento e tão pouco às opiniões divergentes.
    Recentemente um deputado estadual muito conhecido classificou com maestria o termo usado para aqueles que ainda ousam expressar o que pensam de maneira livre, mesmo que isso vá de encontro aos interesses de alguns “chefes”. Esse deputado chamou esses ousados de “leprosos”, pois ninguém quer ser visto por seus chefes ao lado desses “incontroláveis”. E uso propositalmente a palavra “chefe”, pois “líderes” respeitam a coletividade e as opiniões divergentes.
    Após saber do conselho do “bajulador de plantão”, nos resta refletir e deixar a nossa mensagem para os homens de valor: Não dêem ouvidos aos aspones, não ouçam e não sigam o caminho da politicagem, fofocas, e dos rótulos... lutem pelos valores certos e julguem com seus corações o conteúdo.... assim vocês serão líderes.

Moisés Barboza