sábado, 27 de fevereiro de 2010

UNE....

União Nacional dos Estelionatários



Diversos anos atrás, no Serra Dourada, entre milhares e milhares de jovens, um grupo expressivo invadiu o Congresso da União Nacional dos Estudantes, entre gritos de ordem e panfletos arremessados estava sendo divulgada a campanha “CPI da Carteirinha”.

Uma pequena, mas importante ação, liderada pelos jovens, Sandro Rezende de GO, e Pedro Tengrause do RJ, pretendia na época criar uma entidade representativa de estudantes paralela e independente.

Era a tentativa de criação da SDE, Social Democracia Estudantil, que denunciava o que hoje é desmascarado pela imprensa: A UNE não é uma entidade representativa de estudantes, mas sim um tentáculo partidário e os partidos que a controlam à muito tempo são o PC do B, PT e PTB e recentemente o PSOL.

A UJS (Juventude do PC do B) especializou-se primeiro neste seguimento que criou a definição de “profissão estudante” para seus operadores nas Instituições de Ensino Superior espalhadas pelo país.

Após a luta contra a ditadura, a Une passou a ser utilizada pelos partidos mais socialistas, tendo seu ponto forte colocado à prova na campanha “Fora Collor”. Após o sucesso alcançado daquela campanha, os partidos que derrubaram o presidente Collor entenderam a importância de começar a “investir” nessa importante “ferramenta de formação de opinião e manipulação de grandes massas de manobra”. Começou a corrida pelas verbas federais para a entidade, a famosa corrida pela “chave do cofre”.

Foram influenciadas milhares de mentes, estudantes e professores inconscientemente, tiverem suas mentes e paixões seduzidas naturalmente para as tendências partidárias que controlavam e ainda controlam esse processo.

Mas ainda era necessário que as autodenominadas “frentes socialistas” derrubassem os preconceitos da sociedade brasileira.

Durante o governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, a Une esteve juntamente com o MST em praticamente todas as manifestações públicas e em todas as “manobras, mobilizações e campanhas de oposição”.

Mais tarde com a eleição de LULA a UNE inegavelmente chegou ao poder do país.

Não culpo os estudantes crédulos que lutam por seus direitos e pelo aumento da qualidade de ensino em nosso país, eles são os verdadeiros líderes que precisavam estar à frente da entidade, não apenas contentando-se em ter carteirinha de meia-entrada e sendo vítimas deste grande estelionato.

Aqueles que estão à frente da entidade e a utilizam como tentáculo de forças político-partidárias fazem da UNE uma verdadeira União Nacional dos Estelionatários.

Nos anos do atual governo é espantoso o aumento de destinação de verbas para a entidade, em 2009 serão mais de 2 milhões de reais.

Atualmente a Une, não está apenas atrás de correntes de pensamentos ou de simpatizantes partidários. Essa fase já foi ultrapassada com as eleições de seus representantes nas Câmaras Legislativas, agora o interesse é financeiro, pois a chave do cofre está à disposição.








Moisés da Silva Barboza


Congresso da UNE 2001.
Cauê Vieira, Moisés Barboza e Samuel Baladão. Direito/PUCRS.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Anúncio de Telejornal....

“A Chuva que Mata”



A chamada do telejornal aquela noite me chamou muito a atenção: “- A chuva que Mata”. Disse a bela jornalista olhando para a lente da câmera com um olhar cisudo e até mesmo acusatório. Aguardei a passagem dos “reclames” e me perguntei: “Que chuva assassina é essa Meu Deus?”. Foi quando vi o telejornal, com a cobertura completa de deslizamentos de terra que vitimaram inúmeras pessoas em Angra dos Reis/RJ. Uma verdadeira trajédia para inúmeras famílias que comoveu milhões de telespectadores. Mas fica a pergunta: A chuva é assassina? Ela é a culpada?

Arrogância e prepotência dessa minha raça humana! Da raça humana da repórter e da raça humana da maioria dos telespectadores que aceitam tudo o que a televisão mostra sem julgamento algum ou senso crítico.

A chuva foi e sempre será, parte do ecossistema em nosso planeta, muito antes dos homens existirem e construirem seus imóveis nas encostas, muito antes dos desmatamentos feitos pelo homem que tanto enfraquecem o solo, a chuva já existia inclusive para garantir o equilibrio perfeito para que os arrogantes e pretenciosos humanos pudessem existir. Coitada da chuva!

Pior do que dizer que o aquecimento global não existe e que tudo não passa de invenção é assistir ao telejornal e ouvir frases como essas: “A chuva que mata”! “O Trânsito do final de semana fez inúmeras vítimas”! “A violência nas cidades destrói a vida de inocentes”! “Milhões de gastos com a saúde por causa do cigarro”! “As enchentes e alagamentos que destroem casas e vidas”! Poxa vida, perguntemos a nós mesmos quem desmata e causa as erosões? Quem dirige os carros que criamos? Quem são os agentes da violência e do tráfico de drogas? As drogas são produzidas, vendidas, compradas e usadas para a falsa sensação de prazer de quem? Os boeiros de nossas cidades estão entupidos por causa do lixo de quem? Quem fabrica e ganha milhões com a indústria do cigarro, quem os fuma pelo prazer, sem se importar com seu envenenamento comprovado? Quem joga os tocos de cigarro, os papéis de bala pela janela em nossas vias públicas?

Coitada da chuva... foi condenada assassina, justamente por quem?!

Moisés Barboza

Campanha MB, "Não jogue seu lixo na nossa rua"!!!

As futilidades e os verdadeiros valores dos homens de hoje

AS FUTILIDADES E O REAL VALOR DOS HOMENS DE HOJE



Peguei-me a pensar sobre as futilidades dos homens de hoje. Percebi o quanto ignorante somos nós e o quanto imbecil é a maioria de nossas prioridades.

Nos últimos anos, venho notado minha intolerância com amigos e colegas de trabalho sobre tantas coisas que eles julgam importantes.

Homens jovens, porém maduros. Tenho três desses na minha sala, dois deles inclusive já são pais e durante os dias de trabalho vi algumas habilidades especiais nestes brilhantes homens de 30 anos de idade.

Ouvi a conversa sem compreender, tratava-se de escalações, contratações de times de futebol e resultados de inúmeras partidas disputadas, por um breve momento fiquei confuso, mas depois compreendi: Eu trabalhava ao lado de “cartolas do futebol mundial”. Mas descobri logo que os times de futebol eram fictícios e que se enfrentavam em chaves automáticas, em competições da rede mundial de computadores, possuindo brasões e nomes criados por cada um de seus donos.

Olhei para o lado e vi com esperança o meu terceiro colega, desplugado desta competição futebolística computadorizada, mas ao olhar mais profundamente percebi que se tratava de um caso mais grave, por suas “características interessantes” acumuladas em apenas um indivíduo. É improvável conseguir calcular o tempo de conexão no msn dele, talvez algo aproximado a 60% de sua carga horária conectado em “janelas piscantes” de onde pouco se aproveita de diálogo e informação. Não sei o que seria da vida daquela figura se proibissem o acesso a este tipo de serviço e se suas janelas piscantes fossem fechadas.

Por falar em “vida”, o que seria da vida dele se não fosse torcer pelo seu time de futebol?! Aí sim, seria suicídio na certa.

Ir ao estádio ou torcer pelo radio e TV é muito mais importante do que a maioria das coisas. Mais importante que os amigos e que os estudos, por isso perguntei: Qual o tamanho da importância em torcer pelo teu time? Ele respondeu: Total, é muito importante pra minha vida!

Aprofundei-me no assunto e um dia perguntei a ele e a outro amigo meu o seguinte: - Vocês preferem acompanhar os jogos do time de vocês, por vezes brigando, por vezes sorrindo ou preferem conversar com um de seus amigos ou passear com suas namoradas? A resposta foi mais rápida e certeira do que a pergunta e antes mesmo de chegar ao ponto de interrogação veio o sonoro: É CLARO QUE SIM!!!

Tentei demovê-los perguntando se alguns daqueles jogadores milionários os conheciam? Se eles poderiam ligar para seu celular pedindo socorro em alguma madrugada, com uma pane no motor, empenhados em uma estrada longínqua?

Responderam que não, pois ligariam para um amigo ou para a namorada. (pediriam ajuda para os mesmos que foram deixados de lado para que pudessem torcer pelo time).

Por aí comecei a notar minha intolerância com as futilidades dos homens e suas inversões de valores. Apesar de torcer pelo meu time e gostar muito de futebol, não supervalorizo isso em minhas prioridades, a vida têm de ser muito mais que isso.

Ao notar em nossas rodas sociais, homens com mais idade e sabedoria, supervalorizando aquisições materiais e mulheres que preferem ver e ouvir suas novelas, do que falar com suas amigas ou até mesmo ouvir os seus filhos, assim descobri que os jovens “trintões” não são o maior exemplo de inversão de valores que posso dar.

Como acreditar ou seguir os valores éticos e morais de homens e mulheres que têm o dobro das nossas idades, se os mesmos jogam suas baganas de cigarro nas calçadas? Soltam discretamente seus lixos pelas janelas de seus carros? Bebem e/ou fumam periodicamente na necessidade de relaxarem ou até mesmo sem nenhum motivo?

Claro que existem hábitos bem piores do que estes, passatempos horripilantes que entorpecem a mente e o espírito, mas como viver nesse mundo tão raro de exemplos a serem seguidos? Onde foi parar a consciência humana e os homens de valor que devíamos seguir?

Onde recuperar a consciência? Onde resgatar nossas prioridades e o nosso real valor?

Antes que me esqueça: meus colegas continuam bem e felizes, com seus times fictícios e suas janelas piscantes, vivendo grande parte de suas vidas em seus computadores.



Moisés Barboza

Figueira das margens da lagoa. Acampamento de novembro de 2009.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Porto Alegre, nos reserva cada surpresa! 
...nenhum dia comum é realmente comum por aqui...
Paisagem Natural? Ou ação do homem?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quando voltamos às raizes...

... redescobrimos o que deixamos no passado e olhamos o mundo de verdade....

... e nos redescobrimos, nos reencontramos.